terça-feira, 18 de setembro de 2018
18.09.18
Tenho estado de pé
mais do que nunca
mais do que da última vez
mais do que eu achei que fosse capaz.
Talvez por achar que foi minha decisão
Talvez por realmente ter sido
Por ter olhado pra mim, pra dentro
e ter deixado sair o grito de basta!
Que sai rasgando a mim, de dentro pra fora
me queima e rasga inteira
Como quem grita 'morro pra me salvar'.
Da outra vez também doeu,
mas eu desejava mais que tudo estar perto
e me deixava arrastar pelo desespero de voltar
quando eu nem sabia o que havia me esperando.
Dessa vez eu continuo desejando estar perto,
mas eu espero encontrar outras coisas onde repousar.
Um lugar que me caiba, que me queira
que me deixe ser e amar.
Que entenda meus universos e que sou um universo em furacão
capaz de me aconchegar em quase qualquer espaço,
porque minha única constância é o meu coração
esse que dou por inteiro, dilacero e curo,
em mim, em ti, no sol, no ar
às vezes em colo outro, às vezes, como curandeira de si,
à luz da lua regada a lágrimas e certezas.
Eu sou o tudo e sempre muito,
e sendo assim, posso ser quem eu quiser,
o que me acalma é o afeto, o sutil, a certeza, a vontade e o caminho
que me faz entrelaçar dedos, pernas, vidas e até atrasar o tempo pra caminhar mais lento
ainda que meus passos sejam tão rápidos quanto a luz.
Eu não sei se veio do meu grito
ou foi uma habilidade de auto proteção conquistada após uma quase morte,
mas em mim o desespero não dói mais a cada segundo
e eu tenho até medo de que um dia, quando eu menos esperar, tudo isso desapareça
e não passe de memórias agridoces de uma vida que eu tive e desejei.
Mas o dia de amanhã me assusta
e hoje eu choro as lágrimas do medo do inteiro.
Porque hoje te sou e te escrevo assim, fragmentada.
Mas amanhã eu tenho medo de me juntar e sentir tudo de uma vez
A perda, o desejo, o fim, e o infinito
E diga que quero te ver
mesmo sabendo que não tens nada novo pra me dizer.
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